Aos 18 (quase 19), aprendi não me espelhar em ninguém. Parte da minha vida (já vivida, digamos que até aqui) me espelhei em alguém, em que eu achava ser correta e a "salvadora e o brilho de tudo". Talvez, por querer a mesma atenção, educação, respeito e elogios de tal, resolvi me impressionar, gostar, me importar com as mesmas coisas, não deixando também de se importar com o que eu realmente gostava (entende?). De nada adiantou, até piorou. Me perdi e ainda me perco. Não que eu não saiba quem eu sou, mas as vezes penso que se não fosse por esse motivo que parece ser "mesquinho", poderia ter mostrado realmente à muito tempo, como sou de verdade. Do que gosto ou do que gostei; o que penso e o que dias atras pensei. É complicado...
Eu pensava estar fazendo o certo, até um certo ponto. Vi que estava vivendo por tal e não por mim. Isso me deprimia e me fazia ser ainda mais chata e chorona, tinha argumentos mas por muito tempo preferi esconde-los. Numa hora, isso tudo iria acabar, já era previsto que eu seguisse outro caminho, mas ao mesmo tempo, não imaginava o pior. Aquilo que me fazia ficar com brilho nos olhos e rancor por ter sido um "fator" para certas exclusões, não existia. Bom sei la, ta. Existia, mas não era tanto assim. Ao mesmo tempo, já se torna um brilho por ter que aturar tal cobrança de se ter um brilho e de com isso, passar o exemplo.
Mas como tudo ocorre, com o tempo isso vai se esgotando. Me sinto ainda mais confusa. Sempre me culpei por não ser igual e ouvi o mesmo, várias e várias vezes, mesmo até quando eu estava com a razão. Era um meio de eu fujir de uma certa rejeição que eu sentia, porém não sabia dos fatos e do procedimento de tudo, como esperariam que eu me comportasse? Sei quem sou, como sou, o meu interior e do que sou capaz...Mas me pergunto se tal pessoa, também pensara assim, pois diante de tantos problemas, ainda acha um tempo pra zombar de mim ou tentar "me pisar". Sinto que é meio que um sistema de "se eu não tenho, ninguém conseguirá". É triste, um choque total. Minha infância foi uma fraude? Me espelhei em alguém que não era tão grandioso assim, pra depois descobrir que mesmo depois de ultrapassar barreiras, parece não mudar.
Não sinto raiva ou angustia...apenas tenho vontade de gritar...alguém que eu amo, sim eu amo, mas que...não é a balança que eu pensava ser...
É triste saber que estive de fora e continuo estando. Também é bom saber que em momentos de crise, "tal" soube lidar com a situação e mesmo assim, relacionou os estudos. Mas desculpa gente, não quero ser como ela mais. Aprendi que não preciso de atenção e nem ser um "espelho" pra alguém. Não perderei o respeito por tal, mas também não tenho mais "sangue de barata" para suportar tais insultos e apontadas de dedo pro meu nariz, pra minha vida, sem antes tal pessoa, apontar para o dela.
Não estou julgando ou algo do tipo, só queria ser compreendida as vezes, ouvida e quem sabe normal aos olhos de quem me trouxe ao mundo.
Mesmo ainda sem saber o que fazer, diante de todo atrito...eu ainda continuo aqui, basta perceberem que mesmo com o "mindinho" da mão direita, eu posso ajudar...Mas ficar culpando e apontando o dedo pra todo mundo, não ajudará em nada.
E depois de todo esse desabafo, ainda me sinto mal...como se eu fosse ruim, me sinto uma merda pra falar a verdade. Aflita, sem saber o que fazer, eu sinto as dores de tal, compreendo certas coisas, mas não aceito mais certas atitudes, só isso.
Faço mal em pensar assim?