18 maio, 2013

Bebida e amor são iguais

Reparei que bebidas já não amenizam meus sentimentos, os fazem mais fortes. Não me sinto mais revoltada também e com vontade de chorar, eu to começando a planejar e pensar mais. O copo cheio na mesa, nada mais é que algo tentando substituir a sua presença, ou digamos que preenchendo a sua ausência.
Mas ontem, sentada na roda de amigos que bebiam, comecei a pensar e...beber e amar são coisas extremamente parecidas.
O gosto é o mesmo. É algo que eu gosto, porém não é sempre que me consome ou que eu consumo. É doce e ao mesmo tempo pode ser amargo dependendo da dosagem que se dá, que se ganha e que se paga por "embarcar nessa onda".
Dá pra se embriagar, rir e chorar que, depois de uma dormida ou você acorda cara valente ou com turbulações na cabeça. Te vicia, te invade e você sempre quer mais, quer a presença daquilo em sua vida.
Mas também te faz perder a cabeça, te arranca o fígado, te faz enjoar e pode te levar a caso crítico de hospital.
Logo, o amor pra mim (nesse momento) nada mais é que uma bebida louca que ingerimos sem temer. Que nos consome e invade, que faz a alma ver por segundos ou por tempos, o quanto é bom viver, com tal.
Pode até parecer bobagem, mas se não for nada disso caberá só a mim esquecer, uma e outra e procurar outro vício, que não seja tão parecido assim.

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